terça-feira, 14 de maio de 2013

Porque Sou a Favor de Cotas Raciais

Dizem que em blog é preciso timing e acho que perdi um pouco ao não falar sobre isso ontem. Teria sido perfeito, justamente no dia em que se comemorou os 125 anos da assinatura da Lei Áurea. Aliás, alguém aí lembra da história que correu em 1988 de que essa lei só teria validade por 100 anos e que os negros poderiam voltar a serem escravizados caso o Sarney não a renovasse?

Não tem nada a ver mas achei legal


Voltando ao tema do post, eu acho que uma das minhas qualidades é mudar de opinião. Eu vejo que as pessoas que dizem que preferem ser essa metamorfose ambulante são justamente as que têm a mesma velha opinião formada sobre tudo. Pois bem, eu já fui contra cotas raciais, hoje sou a favor e esse foi um dos pontos que eu mudei de opinião ao longo dos anos.

Sendo branco (ou não, verdade, já fui chamado de branquelo, branco, moreno, negro, árabe, latino e pardo, queria que o IBGE adicionasse "cor de burro quando foge") fica fácil pra mim ser contra as cotas raciais e sendo formado é fácil ser a favor, eu não vou enfrentar vestibular mais, né? No começo eu tinha a opinião compartilhada por muitos: as cotas invertem o racismo, os brancos terão mais dificuldades para entrar, serão barrados na faculdade por um negro com nota menor, seria melhor colocar cotas para estudantes pobres, o certo é melhorar a educação de base...

Eu ainda concordo com tudo isso, exceto a dos pobres, essas existem através de cotas para estudantes da rede pública, mas mesmo assim acho que as cotas raciais são necessárias hoje por um motivo que começou há 125 anos e um dia atrás. Aprendemos na escola que ao mesmo tempo que os negros foram libertos eles não foram reintroduzidos na sociedade e por isso hoje a interseção dos conjuntos de negros e pobres no nosso país é tão grande. Dessa forma penso que adotando as cotas raciais corrigimos hoje um erro cometido séculos atrás. Sim, as gerações atuais e algumas do futuro pagarão por isso mas uma hora isso devia ser feito. Por isso eu acho também que as cotas devem ser temporárias. Com o tempo essas diferenças serão corrigidas, mais negros entrarão nas faculdades fora das cotas e a interseção de pobres e negros reduzirá.

Por outro lado, sou contra cotas em concursos públicos em nível superior. Ora, se todos saem da mesma faculdade, com as mesmas condições, não há mais necessidade de favorecer um grupo. Depois de entrar na faculdade, todos terão as mesmas chances, ainda mais agora que os cotistas receberão bolsa para estudar. Na faculdade a vontade individual faz mais a diferença no sucesso do aluno do que sua origem e o cara que se dedica terá mais chances no concurso.

Mas, quem sabe algo me faça mudar de opinião quanto a isso também um dia?

domingo, 12 de maio de 2013

O Outro Lado da Moeda, ou do Computador - Mais Preconceitos



Comentando o último post o Adão lembrou bem o outro lado do preconceito: pessoas que gostam de atividade física e desdenham os que gostam de estudar ou trabalhar com computador. Curioso porque de certa forma eu já estive dos dois lados, mais do lado do computador do que da academia.

Então vamos lá, qual o problema se o cara prefere estar no computador do que ir correr ou andar de bicicleta? Ou o cara prefere ficar em casa lendo, estudando. O importante é se ele está feliz, se sentindo bem com aquilo, do resto ninguém tem que se meter, a não ser que ele esteja planejando crimes na internet mas aí deixe que a polícia cuide disso.

Quem fala tão mal do nerd na frente do computador devia lembrar dele na hora que for usar um, quando for tirar fotos com o smartphone ou até com a câmera digital, quando for ao banco pagar contas ou fizer isso pela internet, quando postar as fotos da praia no "Face" ou no Instagram e até quando pegar um avião pra Europa. Porque por trás de tudo isso tem um nerd que passa horas na frente de um computador trabalhando.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Sobre músculos e preconceitos que não vemos


Nos dias 26, 27 e 28 de abril aconteceu aqui no Rio de Janeiro o evento multiesportivo Arnold Classic Brasil 2013. Foi um evento com competições de luta, fisiculturismo, pole dance e hummm... força. Não sei como denominar aquela competição em que os caras disputam literalmente pra ver quem é o mais forte. Além das competições também havia uma exposição com stands de fabricantes de suplementos, equipamentos esportivos, livros, revistas, muita coisa relacionada a esportes e especificamente à musculação e ao fisiculturismo.



Passeio pela feira


 Numa mistura de curiosidade e falta do que fazer, fui à feira no sábado munido de câmera fotográfica e filmadora. Dei com a cara na porta porque a procura era tanta que os ingressos para o dia acabaram mas comprei um para domingo quando finalmente tive contato com essa galera.

Se liga no coroa
Sempre gostei de observar as pessoas, é uma vantagem de andar sozinho por aí. Observo casais e amigos na praia, em shoppings e feiras de fisiculturismo. De cara é curioso ver um comportamento comum em eventos assim, as pessoas competem para mostrar quem faz mais parte daquele meio. Exemplificando, em shows de rock, os caras competem pra mostrar quem é mais fã da banda ou de rock ou quem foi a mais shows. Em jogos de futebol você pode ouvir discussões sobre quem foi ao jogo mais importante do time, quem foi a mais jogos. Na feira do Arnold dava pra observar várias pessoas vestidas como se fossem pra academia além das camisas com frases clássicas como "Keep calm and stay strong", "No pain no gain" e "Go hard or go home". Juro que essa parte eu achei muito engraçada até porque nem sempre o cara que usava essa camisa parecia viver em academia.






Bella Falconi

Os stands mostravam os produtos além de oferecer amostra de suplementos para ser experimentada na hora (o que me livrou de enfrentar filas enormes para comer qualquer coisa lá) e alguns atletas bem famosos do ramo estavam lá. As pessoas tiravam fotos com eles, faziam filas, um ou outro eu conhecia. Pode parecer estranho para quem vê de fora mas são os ídolos daquela galera. Se fosse um evento de guitarra eu ia querer tirar foto com caras como Joe Satriani, Steve Vai e Eric Clapton. Sim, alguns dos atletas que estavam lá seriam equivalentes a esses guitarristas ou a quem você compararia Ronnie Coleman, oito vezes vencedor do Mr Olympia (título que o Schwarzenegger conquistou "só" sete vezes)?






Fisiculturismo feminino
zLá eu fiquei pensando sobre o que a maioria das pessoas pensa ao ver essa galera que gosta mesmo de malhar, se dedica a isso e cultiva seu corpo. "Os músculos são desse tamanho mas o cérebro deve ser minúsculo", "Prefiro malhar o cérebro" (como se uma coisa excluísse outra), e por aí vai. Então me digam se isso não é preconceito? Você vê um cara bem forte, que gosta de se exercitar e assume que o cara é burro? Alguém tem ideia de como se estuda na área de educação física e alimentação esportiva? A cada dia vemos notícias de que tal alimento faz mal para no mês seguinte sair uma pesquisa falando dos seus benefícios. Cada pessoa tem suas características físicas o que mostra que um profissional deve saber adequar o treino ao seu atleta e mesmo os atletas possuem um grande conhecimento sobre o treino que fazem.



Pole Dance

Mas isso pode! Falar que um cara forte não tem cérebro é permitido, não é preconceito! Dizer que quem gosta de se exercitar é burro está liberado, pode até falar que a pessoa é escrava da ditadura da beleza. Nem vou falar no quanto de inveja pode se esconder atrás de alguns comentários.


Carol Saraiva

Ronnie Coleman: miudinho

Olha a cara de tédio do maluco

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Respondendo à pergunta do dia

Apenas para responder a quem comentou a última postagem.

Silvia, seria bom se desse pra ignorar mas uma pessoa que você conhece por tanto tempo, convive com ela, se dedica, não é alguém que a gente consiga ignorar a ausência tão fácil.

Iara, eu perguntei sim, claramente, mas não mereci nem uma resposta.

Adão, é exatamente dessa forma que eu ajo ou tento agir (estamos todos sujeitos a falhas, né?) e justamente na falta de recíproca é que vem a tristeza. Não que eu queira exatamente algo em troca do que faço, apenas que o sentimento prometido seja verdadeiro e não jogado fora junto com minhas ações.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Pergunta do dia

O que você faz quando pessoas de quem você gosta, diziam gostar de você e conhece há 6, 8, 10 anos simplesmente te viram as costas muitas vezes sem nem dar explicações?

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Minha Vida é Uma Piada

Você já se sentiu numa piada? Certamente você já viu algum filme em que alguma situação que você viveu foi tão bem retratada que parece que o roteirista estava te espionando. Claro, é como uma stand up comedy, o cara pega situações do dia a dia, conta de forma cômica e faz com que o expectador ria de si mesmo. Em geral essas comédias tratam de situações genéricas, que qualquer um pode viver. No meu caso, por vezes, tenho a impressão de que Scott Adams, autor de Dilbert, me espiona.

Dilbert é um engenheiro que trabalha numa firma típica com um chefe idiota e colegas nós-cegos¹, raivosos e estúpidos. Quem trabalha em empresas, especialmente com projetos, já se viu em muitas situações retratadas por ele mas algumas me pareceram tão específicas que foram premonitórias ou uma representação cômica do que me aconteceu. Vejam: Eu trabalho com projetos. No final de 2007 houve uma reestruturação na gerência e todos os projetos foram paralizados. A tirinha saiu antes mas eu só a vi depois do que me aconteceu:

Dilbert.com



Chefe: Todos os projetos que você trabalhou nesse ano foram cancelado depois de uma reorganização. É como se você nunca tivesse existido.
Dilbert: Isso não é totalmente verdade. Por exemplo, eu ocupei espaço. Eu gostaria de ver alguém que não existe fazer isso. 
Chefe: Uma pessoa morta ocupa espaço. 
Dilbert: Mas um morto existe.
Dilbert: Eu venci a discussão mas foi uma vitória vazia.


Em 2008 eu precisei visitar uma firma que instala câmeras e sistemas de segurança. Lá pelas tantas eu vi uma dessas câmeras antivandalismo, tipo essa:


Perguntei pro cara que me acompanhava se era uma câmera antivandalismo e ele: - É sim, pode até jogar no chão que... Ele jogou e a câmera se espatifou no chão causando constrangimento geral entre os presentes e risadas até hoje aqui no setor. ANO PASSADO, quatro anos depois, Scott Adams publica esta tirinha:


Dilbert.com

CEO: Nosso tablet é indestrutível, veja isso... 
Homem: Nossa companhia é a próxima. Encontre o protótipo. 
CEO: Oops, aquilo era seu? 

Em defesa do cara da câmera, eu digo que a caixa protetora devia ter sido aparafusada antes do "teste" e ela não estava.


Uma briga recorrente em empresas é a temperatura das salas. Geralmente os prédios possuem ar-condicionado central e as pessoas não tem a mesma sensação térmica. Não sei qual a explicação científica mas as mulheres tendem a sentir mais frio, alguns colegas do sexo masculino também reclamam muito disso. Já tive alguns aborrecimentos porque acho mais fácil colocar um casaco se estiver frio do que tirar a camisa se estiver calor mas as pessoas tendem a ser egoístas e querem que o mundo seja conforme elas acham melhor. Já pensei em imprimir uma dessas tirinhas pra provocar os friorentos mas acho que poderia ser mal interpretado.


Dilbert.com

Carol: Este escritório está congelando. Por que você não está com frio?
Dilbert: Meu cérebro é muito maior que o seu. Ele aquece meu corpo quando eu penso.
Dilbert: Mas o que quer que você esteja fazendo agora parece estar funcionando também.

Dilbert.com

Carol: Está a 20°C aqui. Por que você não está com frio?
Wally: Eu sou um mamífero mas não gosto de me gabar disso.
Carol: O que isso quer dizer?
Wally: Pare de me bipar com seu sonar.

Essa eu coloquei pelos três primeiros quadrinhos. Qualquer engenheiro já deve ter se visto numa situação dessas, especialmente depois de responder à pergunta "o que você faz no trabalho?", o olhar das pessoas se encaixa perfeitamente.


Dilbert.com

Chefe: Vá para os Recursos Humanos para uma avaliação psicológica.
Dilbert: Porque?? Eu disse algo anormal?
Chefe: Você é um engenheiro, tudo que você diz é anormal.
Catbert²: Pergunta um: quantos corpos estão escondidos no porão da sua casa?
Dilbert: Se estão escondidos, como eu saberia?
Catbert: Bem, você poderia sentir o cheiro.
Dilbert: Não se estiverem enrolados em plástico grosso e concretados.
Wally: Como vai?
Dilbert: Não muito bem.

Esta aqui é outra pela qualquer um que trabalhe com projetos já passou. Depois de ralar muito para fazer com que as coisas aconteçam alguém vem e...


Dilbert.com


Dilbert: Como de costume, trabalhei até meia-noite ontem, mãe
Mãe: Bom, pelo menos você ganhou um dinheiro extra.
Dilbert: Não recebo hora extra.
Mãe: Bem, pelo menos era um trabalho importante.
Dilbert: Não muito. Meu chefe fez mudanças na apresentação. Essas mudanças fez elas ficarem piores.
Mãe: Bem, pelo menos você estava preparado para a reunião.
Dilbert: Foi cancelada. Mas tudo bem, o projeto não teve verba mesmo.
Mãe: Então você trabalhou de graça para piorar uma apresentação para uma reunião que não houve para um projeto que não existe.
Dilbert: Sim
Mãe: Bem, pelo menos você pode voltar no tempo sem impactar a história.
Dilbert: Sim, meu copo está meio cheio. Algumas versões dessa tirinha mostram a mãe do Dilbert simplesmente dizendo "Dilbert, você é realmente um engenheiro".

Circula por aí até com a horrível versão do Dilbert se chamando Ronaldo.

¹ Nó-cego é uma gíria para aquele cara que fica enrolando e não trabalha
² Sim, é um gato, Catbert, o maligno diretor de recursos humanos.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Nahlom

Ao melhor estilo mecenas eu encomendei esse desenho de uma amiga artista, Ann Wright ou Amedyr. Quis que fosse em papel, nada digital, com assinatura, data e tudo. Daqui a uns anos quando ela for famosa vou poder dizer que incentivei no começo e o desenho emoldurado vai ser uma preciosidade na minha casa.

Claro que tem uma inspiração em Skyrim, o estilo do dragão wynvern com duas patas e asas e o nome, na língua do jogo que significa mais ou menos Fúria da Água,


sábado, 6 de abril de 2013

A verdadeira força da Coreia do Norte

Coreia do Norte mostra seu poderio militar!

A agência de notícias oficial do país relata que Em poucas horas o exército norte-coreano invadiu e derrotou o exército da Cerebrânia, depondo seu ditador e mostrando que nada tem a temer dos EUA.

O agora ex-governante do país, Cérebro, emitiu um comunicado pouco antes da derrota culpando seus líderes militares, em especial o Marechal Pink, principal responsável pela defesa.

Os libertadores norte-coreanos foram recebidos com aplausos e agora o Grande Líder Kim Jon Un procura uma guilhotina que caiba a enorme cabeça do pequeno ditador.

Os americanos estão estupefatos e perplexos com a notícia porque não têm a menor ideia de onde fica a Cerebrânia.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Telecinesia


Eu descobri essa minha habilidade por acaso e de uma forma não muito boa. Meu celular escapou da minha mão, tentei pegá-lo antes que caísse no chão mas ao invés disso o joguei pra mais longe. O estranho foi que fiz isso sem tocar nele, como se o aparelho tivesse sido repelido pela minha mão indo se espatifar há alguns metros de distância. A partir dali consegui notar que com um pouco de concentração e alguma agressividade eu conseguia afastar pequenos objetos de mim como ímãs se afastam ao se aproximarem com pólos iguais.

Fui treinando a habilidade e com o tempo eu não só precisava de menos concentração como conseguia mover objetos maiores. Já conseguia movê-los em várias direções, não apenas afastá-los de mim. Aos poucos fui erguendo e fazendo com que canetas, blocos de notas e pequenos livros levitassem no meu quarto. Treinava escondido mas por vezes em público, em alguns momentos de exaltação, percebi um objeto ou outro se movendo e percebi que precisava me controlar.

Treinar essa telecinesia era como treinar qualquer outra habilidade, quanto mais eu fizesse, melhor eu ficava. Em pouco mais de um mês eu movia mais de um objeto com as mãos sem tocá-los. Sim, uma aparente restrição que ainda não consegui superar é que eu preciso “apontar” as mãos para o objeto que quero mover, não precisa ser acintoso, algumas vezes cheguei a brincar com colegas do trabalho afastando algum objeto que eles queriam pegar sem que fosse visto. Com a prática consegui até fazer com que suas cadeiras se movessem sem que eles soubessem como, por vezes com eles em cima delas.

A agilidade e tempo entre eu tentar e conseguir mover o objeto aumentaram e comecei a usar isso a meu favor. O primeiro lugar foi na praia. Uma coisa que deve incomodar muita gente são as pessoas jogando frescobol ou altinho. Acho que a praia tem espaço para todos mas alguns abusam. Pois bem, quando eu queria dar um mergulho sempre foi um certo desafio passar pelos vários jogadores sem ser atingido. Agora curiosamente sempre que chego perto deles a bola vai para fora de seu alcance, geralmente para o mar, interrompendo a partida para que eu atravesse a área sem corre risco.

Com o tempo acho superei até minha força física para mover objetos pois consegui fazer com que carros estacionados balançassem ou andassem mesmo com o freio de mão puxado. Num dos exercícios mais difíceis que fiz aproveitei que estava sozinho na piscina na casa da minha cunhada e agitei a água à minha vontade brincando até de Moisés e abrindo um caminho de um lado ao outro. Em dado momento consegui erguer toda a água da piscina mas isso me deixou cansado ao final. Pensei em fazer algo parecido na Lagoa Rodrigo de Freitas mas acho que dificilmente isso passaria despercebido, mesmo de madrugada.

Adquiri um controle quase total da minha habilidade mas ainda tenho restrições quanto à distância e às mãos, como falei antes. Penso se um dia conseguirei parar um avião em pleno voo mas acho que isso seria muito perigoso pois eu não sei se ele recuperaria velocidade para se manter voando. Também tentei me erguer apontando as mãos para o chão mas, apesar de mover objetos mais pesados que eu, deve haver alguma relação entre apoio e objeto movido que me impede.

Mas o que eu mais quero conseguir fazer é segurar um desses malditos ônibus que não param quando fazemos sinal no ponto!

domingo, 24 de março de 2013

Música de Guerra

A batalha arrastava-se por algumas horas. No começo os defensores de armadura prateada se saíram bem mas a vantagem numérica do exército atacante começou a fazer diferença. O brilho dourado das armaduras invasoras começava a tomar conta do vale à frente do castelo conforme a noite caia, os flancos começavam a enfraquecer e até os arqueiros tinham poucas flechas para defender as amuradas. Mas o rei possuia um trunfo.

Do alto da muralha surgiu um homem vestido de preto. Não usava armadura e apenas o objeto em suas mãos se ligava ao prateado do exército ao qual pertencia. Uma guitarra prateada era a única arma que portava. Não foi visto por nenhum dos que lutavam abaixo mas isso não importava. Começou a tocar de maneira suave e o som que tirava das cordas foi se espalhando pelo vale fazendo com que os exércitos parassem a luta. Pouco a pouco os soldados foram parando de brandir espadas, maças e machados e deixando os braços cairam ao lado do corpo como se estivessem hipnotizados.

Aos poucos a música tornou-se mais alta, forte e agitada. Nesse momento ocorreram espasmos em alguns soldados invasores. A música prosseguia e golpes pareciam atingir as armaduras douradas, seus guerreiros se contorciam e caiam no chão enquanto a terra tremia sob seus pés. A violência das notas causava rachaduras nas armaduras e dor nos homens que eram agora incapazes de se erguer. Os mais fracos começavam a morrer e logo todo o exército dourado sucumbia à força da música tirada da guitarra prateada do alto da muralha. Alguns pareciam derreter dentro de suas armaduras, outros explodiam com elas.

As notas finais soaram como uma despedida aos últimos soldados enquanto seu sangue escorria pela terra machucada pela batalha.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Pôr do Sol no Arpoador e Andalusia (Joe Satriani)

Esse vídeo é parecido com um que eu já tinha feito antes com uma música do Metsatöll. Pena que aquele eu não consegui botar em full hd, as imagens pediam. Esse sim eu consegui. Sei que a imagem e a música não tem  muito a ver, não tanto quanto o anterior, mas eu imaginava o Sol se pondo junto com o fim dessa música e então fiz isso aí embaixo. Diz o que achou.


terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Desculpas aos donos de boates, exagerei

No post em que falei sobre o incêndio em Santa Maria e sobre as responsabilidades, eu cometi uma injustiça com os donos de boates e estabelecimentos do tipo. Disse basicamente que eles tinham culpa por não terem alvará pois é responsabilidade deles solicitar isso às prefeituras. Esqueci que os funcionários responsáveis por isso são também brasileiros e por isso se aproveitam da enorme burocracia para tirar um por fora. Me dei conta disso ao ver um texto do Walcyr Carrasco falando sobre a dificuldade de se agir legalmente no Brasil.

Então, apesar de eu ainda achar que se os donos de boates tomassem os cuidados de segurança necessários, tragédias como essa seriam evitadas, a falta de alvarás não é culpa exclusiva deles.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Ontem almocei no Spoleto



Quem já foi nesse restaurante deve saber como é estressante como os cozinheiros perguntam pelos complementos que queremos, isso rendeu até um vídeo de humor da Porta dos Fundos que fez tanto sucesso que a rede de restaurantes os procuraram para uma parceria. Então ontem eu almocei no Spoleto e digamos que dei o troco ao mesmo tempo que realizei uma vontade que tinha há um tempo.

Quando o cozinheiro começou a perguntar o que eu queria, respondi:

- Asa de morcego, língua de cobra, perna de aranha, olho de sapo...

Foi a vez dele travar olhando pra mim sem conseguir reagir.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Pensando diferente com relação a Santa Maria

Algumas coisas me preocupam com relação ao que acontece agora, após tragédia de Santa Maria.

Uma delas é a ênfase que têm-se dado ao fato dos seguranças terem impedido a saída das pessoas sem pagar a conta. Nem vou discutir o quanto isso é errado, só tento pensar um pouco diferente do óbvio. Por quanto tempo os estudantes foram impedidos de sair pelos seguranças?

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Despertar

A terra tremeu de uma maneira estranha naquela manhã. Mesmo que aquela fosse uma região de terremotos, havia algo diferente dessa vez pois não foi um tremor contínuo, as poucas pessoas acordadas mal tiveram tempo de confundí-lo, parecia mais com uma pancada. Outras se seguiram, parecendo explosões cada vez mais intensas. Pensamentos diversos vieram, de bombardeios a implosões, mas nada explicava aquele estrondo cada vez maior. Janelas de prédios e carros começaram a rachar, outras explodiram, o pânico começou a tomar conta de quem estava sob a chuva de vidro.

O caos era maior numa rua movimentada do centro da cidade, ali algumas pessoas viam a explicação para os tremores mesmo que ela parecesse irreal a seus olhos.

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